Economia

Dólar opera em queda impulsionado por alta do petróleo e tensões entre EUA e Irã

Moeda americana recua após forte alta em maio; Relatório Focus registra nova elevação na projeção da inflação e cenário político é marcado por investigações e pesquisas.

Por 101 Notícias/CGN
13 horas atrás
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O dólar opera em queda nesta segunda-feira (1º), após ter acumulado alta de 1,82% frente ao real no mês de maio. O movimento é influenciado principalmente pela valorização do petróleo, que sobe cerca de 3% no mercado internacional e beneficia países exportadores da commodity, como o Brasil.

O cenário externo segue marcado pela cautela dos investidores diante da falta de um acordo entre Estados Unidos e Irã. Os dois países voltaram a trocar ataques durante o fim de semana, aumentando as incertezas sobre as negociações nucleares e o futuro do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

No Brasil, a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho e a realização de lucros no mercado cambial ajudaram a conter pressões sobre os juros futuros.

A Petrobras também anunciou a redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), equivalente a uma queda de R$ 0,93 por litro, refletindo o recuo dos preços internacionais.

Já o relatório Focus mostrou nova alta nas projeções de inflação. A estimativa para o IPCA de 2026 subiu de 5,04% para 5,09%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. As previsões para 2027 e 2028 também registraram leve aumento.

No cenário político e econômico, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a classificação das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode gerar impactos sobre o Pix e instituições financeiras brasileiras.

Enquanto isso, uma pesquisa do instituto RealTime Big Data apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 38% das intenções de voto em um eventual primeiro turno contra 31% do senador Flávio Bolsonaro. Em um cenário de segundo turno, o levantamento indica 45% para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro.